segunda-feira, 16 de junho de 2008

A Nova Secretária

Logo que viu sua nova assistente, o respeitável cidadão V., diretor de um banco internacional em alguma cidade localizada ao sul do país, sentiu um comichão em suas entranhas. Casado há mais de 15 anos, habituado ao desleixo e flacidez de sua esposa - desleixo inclusive conhecido por grande parte dos funcionários do banco que a chamavam de Senhora Floresta, devido ao acúmulo de pelos salientes em suas axilas, notou V. que poderia utilizar sua posição profissional para recordar do calor de sua masculinidade.

Difícil não foi convencer a bela C., ruivinha de 23 anos, menos do que a metade da idade de V., conhecida da cidade como foguinho, mas não em alusão à cor de seus cabelos, a participar de sua empreitada. Ao contrário, C. vinha de um lar conservador e considerou a oportunidade um bom negócio. Seu pai, por sinal, um religioso fervoroso, doava mais à igreja do que à própria família.

A princípio desfrutavam momentos de carícias intímas trancados no escritório de V. horas seguidas. Pelo correr das semanas, não tardou para que os funcionários do banco questionassem as reais atribuições de C. na instituição. Afinal, a ruivinha possuía benefícios que extrapolavam sua ausência plena de atribuições, como, por exemplo, o vestuário um tanto ousado, que tinha no repertório roupas curtas e decotadas, além de farta maquiagem e unhas coloridas. Dona G. uma secretária da diretoria há 9 anos afirmava sempre que questionada sobre o caráter da nova funcionária: “É uma p#t@ sem vergonha!”

Como a história ganhava ares de folhetim, o casal resolveu transferir o local de sua aventura para um motel próximo. Na quarta-feira, decidiu ser mais discreto do que fora até o momento, V. subornou o porteiro de um motel próximo para avisar-lhe sobre possíveis percalços. Comprou também na farmácia algum estimulante, pois seu desempenho, segundo C. já deixava a desejar: ”Tu é velho mesmo!”.

No dia seguinte de sua entrada no motel, contrariando o combinado, o casal ainda permanecia no quarto. Horas passaram-se e nenhum movimento. A recepção discou no quarto, mas não houve resposta. Quando anoiteceu, assustado com a quantidade de possibilidades negativas que o quadro lhe oferecia, o gerente do hotel chamou a polícia. A porta foi arrombada e V. estava na cama. Nu e imóvel. No canto direito do quarto, entre o criado mudo e o banheiro, C. encontrava-se em choque. Encolhida e nua, chorava convulsivamente: “Ele era velho, era velho...”.

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